segunda-feira, 25 de agosto de 2008

QUEM SOU AGORA, NESSE MOMENTO DA MINHA VIDA?

Escolhi Fernando Pessoa para inspirar minhas respostas, que são mais para mim mesma. Tendo esta condicional do tempo, sempre em movimento, espero que o jogo e vocês todos/as contribuam para que eu possa rever essas questões e tenha melhor condições de respondê-las ao final, o que significará que avancei no conhecimento sobre mim, o que já faz muito diferença no modo como se viverei daqui pra frente.

COMO ME SINTO - “Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas”
Sinto-me bem comigo mesma e com os outros. Parece que ao inaugurar o tempo do balzaquianismo as inseguranças aparecem com mais força, e o ritmo de tudo parece mais acelerado, entretanto temos uma certa confiança que nos assusta ainda mais. Acho que a gente sente como se até as piores experiências que passamos contribuíram para estarmos aqui, todo o resto que virá, bom ou ruim, também pode ser revertido em algo positivo. Em resumo o medo de errar definitivamente não me faz mais parar, mas me alerta para diminuir seus impactos ao máximo.

MINHAS DÚVIDAS PROFISSIONAIS - ????
Estou na mesma organização há quase quatro anos então me pergunto o que fazer no prazo de um ano ou dois, quando pretendo me afastar desta função e viver novas experiências. Acho que isso contribuirá para oxigenar a organização com pessoas e idéias novas e também para mim. Mas ainda não sei o que vou fazer. Ir para uma outra organização ou fortalecer algumas iniciativas que individualmente ou com sócios tenho empreendido.

SONHOS - “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
Nessa área sou ótima, a-do-ro sonhar. Tenho um grupo de trabalho maravilhoso que a cada reunião me leva mais alto. Nem sempre conseguimos chegar acima das nuvens, mas como sonhamos alto.... Quero muito ser uma referência positiva para os meninos/as que acompanhamos nos projetos, sem que isso engesse minha liberdade pessoal. Sem criança em situação de rua, eliminação da violência e melhores condições de vida para todos/as viverem seus sonhos, é minha utopia, alimentada diariamente.Pretendo ainda conhecer diversos países, culturas e pessoas diferentes, acredito que isto traz um crescimento pessoal e alarga os horizontes sobre a própria vida que se leva. Família e espiritualidade também fazem parte do meu sonho. Quero agregar pessoas legais à minha família, que outros dos meus tenham mais oportunidades e as aproveitem, especialmente meus lindos sobrinhos. Ter experiências que me façam estar mais próxima da energia que nos move ao amor coletivo.

DESAFIOS - “Tudo é ousado para quem nada se atreve”
Estou no primeiro ano como gestora e tenho o desafio de manter uma articulação e ampliar suas conquistas. Não é só um desafio profissional quando se sabe o impacto que o trabalho tem e o que uma queda pode fazer com as vidas de outras pessoas. A meu favor tem o fato de gostar muito do que faço e ter pessoas que confiam em mim e me apóiam.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

QUEM SOU EU


Oportunidades que tive e as escolhas fiz

Nasci e moro em São Luís, do Maranhão, Nordeste do Brasil. Apesar do seu potencial agrícola, industrial e turístico, o estado possui o pior IDH do Brasil. Sua população com cerca de 5 milhões de pessoas, 66% está abaixo da linha de pobreza. Registra-se ainda, que 39% das crianças de 7 a 14 anos, não freqüentam a escola e 9,7% das crianças de 10 a 14 anos trabalham.

Esse cenário não é só estatística. Parte da minha infância passei na casa da família, onde minha mãe era empregada doméstica e nas palafitas do inicio da ocupação do bairro onde até hoje moro, passando pelas dificuldades e conquistas de quem vivencia esta realidade.

Na minha formação destaco o referencial positivo que é minha mãe, a experiência de ter sempre estudado em escolas públicas e participado de projetos sociais. Ao cursar jornalismo na federal daqui, conheci outras realidades e pessoas, que muito influenciaram quem sou eu.

Comecei minha carreira nos veículos de comunicação, fazendo assessoria de imprensa empresarial e serviços voluntários esporádicos para algumas ONGs. Até que embarquei com uma amiga no sonho de ampliar a visibilidade das ações sociais do estado. Há quatro anos demos vida ao “Terceiro Setor”, primeiro suplemento jornalístico do estado com este foco. Hoje encartado no principal jornal do estado.

Uma oportunidade de trabalho me levou a atuar numa rede ligada ao projeto social em que fui atendida quando criança. Lá aprendi novas lições. Utilizar a comunicação como ferramenta no trabalho de mobilização social e advocacy e aproveitar o potencial que a diversidade tem foram algumas. Este ano, assumi como articuladora desta rede social, que integra 24 organizações diversas (governamentais, ONGs e Conselhos) e tem como missão contribuir para garantia de direitos de crianças e adolescentes em especial as que vivenciam situação de rua. É um cotidiano desafiador.

Preciso aprender muito e animar meu espírito para poder contribuir na realização de uma mudança que eu não veja por completa agora, mas que adiantará e melhorará o trabalho das próximas gerações. Afinal tudo é/está em construção.

Ivana Braga